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Processos produtivos Valpasa

No processo produtivo da Valpasa, 85% da matéria prima é proveniente de pós-consumo, sendo uma pequena parte das aparas de pré-consumo. Desta forma, obtemos um produto com 100% de fibras recicladas.

A Valpasa possui dois processos produtivos distintos, sendo um processo voltado à fabricação de bobinas de papel miolo e capa e outro específico para papéis ondulados em geral, como chapas e folhas de microondulado.

 

Confira a síntese do processo de fabricação de bobinas de papel miolo e capa:


1. DESCARGA

Os fardos de aparas (papelão usado) são descarregados e armazenados em um pátio impermeabilizado e parcialmente coberto. Uma amostra da carga é avaliada e analisada no laboratório interno da empresa, para garantir as especificações da matéria-prima adquirida.

2. DESAGREGAÇÃO

Os fardos são selecionados e introduzidos em um equipamento chamado Desagregador, mais conhecido como “Hidrapulper”. Esse equipamento tem a função de desagregar as aparas de papelão, funcionando como uma espécie de “liquidificador gigante”. No interior do equipamento o papelão se mistura com água, transformando-se em uma pasta homogênea, conhecida como “massa” – que na verdade são as fibras de papel + água.

3. TANQUE PRIMÁRIO

Neste tanque é armazenada a “massa” proveniente do desagregador, em seu estado bruto, onde a mesma é direcionada para o sistema de depuração (filtração).

4. DEPURAÇÃO

A “massa” segue para um processo de depuração, onde é efetuada a limpeza da mesma, passando por diversos equipamentos como Cleanner, Turbo Separador e Combi Screen, onde é extraída a areia, grampos, plásticos mais leves, isopor, entre outras possíveis impurezas. Neste processo são separadas as fibras dos rejeitos. Os rejeitos, por sua vez, seguem para disposição final adequada, conforme normas, e a fibra aceita retorna para o processo.

5. ENGROSSADOR DE TELA

As fibras, após passarem pelo sistema de depuração, seguem para o Engrossador de Tela (Modelo tipo Side Hill), equipamento esse que tem por objetivo desaguar o excesso de água existente na “massa”.

6. TANQUE SECUNDÁRIO

Após passar por todo o processo de depuração a “massa”, já sem impurezas, segue para o tanque secundário onde posteriormente é conduzida por tubulação a um equipamento conhecido como Refinador.

7. REFINADOR

É um equipamento que tem por objetivo permitir uma maior irrigação da fibra e uma melhor interação na formação do papel.

8. TANQUE TERCIÁRIO

Após passar pelo o refinador, a “massa” é armazenada em um tanque, conhecido como terciário, que tem como objetivo hidratar as fibras, seguindo posteriormente para o processo de aplicação de insumos, conhecido como Silo de Tratamento.

9. SILO DE TRATAMENTO

Após passar pela caixa de nível, a “massa” segue para o Silo de Tratamento onde é adicionado amido, sulfato de alumínio, resina, cola e corante – este último, quando necessário. Posteriormente é enviada a um equipamento conhecido como ”bomba de mistura”, que é um homogeneizador.

10. DEPURADOR DE CABECEIRA

Após a “massa” sofrer a homogeneização, ela passa pelo último processo de depuração onde neste são removidas potenciais impurezas, que possam ter insistido em permanecer nos processos anteriores, é basicamente um polimento da “massa”.

11. FORMAÇÃO

A “massa” já totalmente limpa, é enviada para um equipamento conhecido como “Caixa de Entrada” que tem a função de despejar a massa de maneira uniforme na Mesa Formadora que como o próprio nome sugere tem a função principal de formar a folha de papel. Também inicia a drenagem de água da folha.

12. PRENSAS

Após o processo de formação da folha, o papel segue para o setor de prensas, que tem por objetivo remover o restante da umidade ainda existente na folha.

13. SECAGEM

Em seguida a folha de papel segue para o setor de secagem, onde diversos cilindros secadores aquecidos por vapor têm como objetivo secar plenamente o papel, deixando o produto dentro das especificações exigidas pelas normas, no que diz respeito a todos os parâmetros.

14. ENROLADEIRA

Quase finalizando o processo de formação da bobina de papel, o produto segue para uma enroladeira que tem por objetivo formar a bobina em seu estado bruto, sendo ao fim içada e encaminhada para a rebobinadeira.

15. REBOBINADEIRA

Neste equipamento a bobina é polida, sendo retirada suas rebarbas e arestas, dando um visual e uma qualidade adequada ao produto. Uma amostra é retirada e analisada em laboratório interno na Valpasa, construído e climatizado de acordo com normas técnicas, para que possa ser expedido o laudo de análise do produto. Sendo este aprovado, a bobina segue para a pesagem, etiquetagem e por fim a expedição.

 

Confira a síntese do processo de fabricação de folhas e chapas de ondulados, micro e acoplados:


1. DESCARGA E ARMAZENAMENTO

As bobinas VALPASA são descarregadas e armazenadas em pátio impermeabilizado e coberto, pois elas são a matéria-prima para a confecção de folhas e chapas de ondulados e micro. São verificadas as especificações do produto, para conferir se estão de acordo com as normas.

2. CORRUGAÇÃO

Na sequencia, as bobinas seguem para a máquina de ondular papel, onde as mesmas são introduzidas em um cilindro corrugador, que tem por objetivo formar a onda no papel, seja ela onda B, C ou E. À medida que o cilindro vai ondulando o papel, o mesmo recebe uma aplicação simultânea de cola para o acoplamento da face lisa com a face corrugada. Tem-se, então, o papel ondulado em bobinas. Estes são estocados até a hora de embarcar para o cliente, ou então seguirão para o próximo processo, que seria o corte através dos facões.

3. ACOPLAMENTO PARA CHAPA

Após a produção da folha ondulada, uma segunda folha simples de face lisa é acoplada, através de um segundo aplicador de cola, em um equipamento conhecido como “forradeira”, formando assim a chapa de ondulado com ou sem vinco. A chapa de papel ondulado é formada por três papéis, dois formam as duas faces lisas nas extremidades, e o terceiro fica ondulado no meio, tipo “sanduíche”.

4. CORTE

Caso o cliente deseje receber o produto cortado, as bobinas onduladas seguem para os facões de corte, onde as mesmas são confeccionadas na medida solicitada pelo cliente, sendo na sequencia paletizadas e etiquetadas após expedição do laudo técnico.

5. EXPEDIÇÃO/CARREGAMENTO

O carregamento é realizado com cuidado para não haver danos ao produto, evitando assim possíveis perdas e garantindo a qualidade ao cliente Valpasa.